Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Pés n'Alma

Espiritualiza-te!

O poder está dentro de si, por Louise Hay

 

«Não há dificuldade que um pouco de amor não conquiste. Não há doença que um pouco de amor não cure. Não há porta que um pouco de amor não abra. Não há abismo sobre o qual um pouco de amor não lance uma ponte. Não há parede qe um pouco de amor não deite abaixo. Nem há pecado que um pouco de amor não redima. Pouco importa a profundidade do problema, ou quão desesperada seja a perspetiva. Por maior que seja a confusão ou o erro. A realização suficiente do amor dissipará tudo isso. Você seria a pessoa mais feliz do mundo e mais poderosa, se pudesse amar um pouco apenas.»

Emmet Fox

 

O poder está dentro de si é um livro sobre um amor dificil, e frequentemente esquecido, o amor por nós próprios. Ilustrado com episódios da sua própria vida, e de pessoas que ela ajudou, em cerca de duzentas páginas, Louise Hay propõe-se a ajudar o leitor a alcançar uma apreciação profunda por quem é. A obra parte da premissa que para todos os problemas que a vida pode conter existe apenas uma única cura: amarmo-nos a nós próprios. Defende a autora que a vida melhora quando as pessoas começam, dia após dia, a amar-se. Mas o que nos impede de nos amarmos? Como saber se nos amamos incondicionalmente? Como trilhar o caminho do amor próprio? A resposta a estas questões, e a exploração de assuntos associados, são tratados por Louise Hay através de uma escrita descontraída, às vezes até humoristica, mas sem nunca perder a emoção e a sensibilidade que o tema requer.

 

Segundo Louise Hay, o amor é uma apreciação profunda. Por isso, amarmos a nós mesmos significa termos uma apreciação profunda por quem somos, aceitando os mais diversos apectos de nós próprios, as pequenas peculiaridades, os embaraços, as coisas que não fazemos tão bem, e do mesmo modo, as nossas qualidades. Contrariamente ao que deveríamos, a maior parte das vezes condicionamos o nosso amor. Amamo-nos se perdermos peso, arranjarmos emprego, um aumento, um companheiro... Por isso, necessitamos de aprender a amarmo-nos tal e qual como somos agora, sem condições.

 

A autora acrescenta que na atual sociedade é comum escondermo-nos de nós próprios e não sabermos realmente quem somos. Não sabemos o que sentimos, não sabemos o que queremos. Contudo, a vida é uma viagem de autodescoberta. E o amor é uma escolha. Ser iluminado significa mergulharmos dentro de nós, para conhecer realmente quem e o que somos, e sabermos que temos a capacidade de nos aperfeiçoarmos através do amor por nós próprios e da responsabilização. Amar a nós próprios não é egoísmo. Amar a nós próprios clarifica-nos suficientemente para amarmos o próximo. Não podemos amar ninguém a não ser que o amor comece dentro de nós. Por esse motivo, o amor próprio é a dádiva mais importante que podemos oferecer a nós próprios e ao mundo. Quando amamos quem somos, não faremos mal a nós próprios, nem a mais ninguém. Com a paz interior que o amor próprio providencia cessamos o conflito, a escassez, e a doença. 

 

amor próprio

 

 

O caminho para o amor próprio é descrito em O Poder está dentro de si, em cinco passos: i) tomada de consciência, ii) quebrar as barreiras, iii) amar a si mesmo, iv) levar à prática a sabedoria interior e v) libertar o passado. Analisamos de seguida cada um deles.

 

 

I - Tomada de consciência

 Quanto mais nos conectamos ao Poder Interior, mais libertos ficamos em todas as áreas da nossa vida.


Para Louise Hay, existe dentro de cada individuo um poder que o pode conduzir com amor a uma saúde perfeita, aos relacionamentos perfeitos, às carreiras perfeitas - 
que lhe pode proporcionar toda a espécie de prosperidade. Para aceder a ele é necessário acreditar e estar preparado para libertar a vida dos padrões que causam as condições indesejadas. Segundo a autora, podemos fazê-lo progredindo para dentro, conectando-nos ao poder interior que sabe o que é o melhor para nós, dado que existe uma ligação constante entre a mente humana e a mente infinita. Todo o conhecimento e sabedoria estão permanentemente disponiveis. 

 

«É suposto ser uma maravilhosa expressão do amor da vida. A vida está à espera que se abra a ela - que se sinta merecedor do bem que ela guarda para si. A sabedoria e a inteligência do universo estão aí para nós desfrutarmos. (...) Conforme vamos aprendendo a amar a nós próprios e a confiar no Poder Superior, tornamo-nos co-autores do Espirito Infinito na criação de um mundo de amor. O amor por nós próprios transformam-nos de vítimas em vencedores. (...) Aprendi há muito que sou um ser em unidade com a Presença e o Poder de Deus. Sabendo que a sabedoria e a compreensão do espirito habitam em mim, sei que sou orientada pelo divino na minha interacção com os outros neste planeta. À semelhança  das estrelas e dos planetas nas suas órbitras perfeitas, também eu me encontro numa condição certa e divina. Posso não compreender tudo com as limitações da minha mente humana; contudo, ao nível cósmico, sei que estou no sitio certo, na hora certa, a tomar a atitude certa. A minha experiência presente é o passo no caminho para uma nova consciência e para novas oportunidades.» (p.21/22)

 

A tomada de conciência implica:

a) Assumir responsabilidade em vez de culpa: com os nossos pensamentos e padrões de sentimentos contribuimos para a criação de toda e qualquer situação na nossa vida, boa ou má. Os pensamentos criam os sentimentos e vivemos as nossas vidas de acordo com esses sentimentos e convicções. Mas isso não significa que sejamos culpados, ou que devamos culpar outro. Somos, sim, responsáveis. Responsabilidade é ter poder. A culpa é um processo de desistência do poder. A responsabilidade atribui-nos o poder de introduzir mudança nas nossas vidas. Se fizermos o papel de vitima, estamos a utilizar o nosso poder pessoal para nos tornarmos indefesos. Sentimos culpa pois achamos que falhámos nalguma coisa. Mas se aproveitarmos os problemas e doenças como oportunidades para mudar, então temos poder. Responsabilidade é a nossa capacidade de reagir a uma situação. Temos sempre escolha sem ser necessário negar quem somos ou o que temos nas nossas vidas. Perante um desafio, podemos dizer “O que é que eu posso fazer para alterar esta situação?”.

b) Libertar o passado: o passado existe somente nas nossas mentes e na maneira que escolhemos olhar para ele. O momento que estamos a viver é agora, por isso o importante é aquilo que escolhemos pensar, acreditar e dizer agora. O ponto do poder está sempre no momento presente.

c) Controlar a mente: não é a nossa mente que detém o controlo, somos nós que controlamos a mente. Os pensamentos que escolhemos pensar são as ferramentas que utilizamos para pintar a tela das nossas vidas, afirma Louise Hay. «Comecei a ouvir as minhas próprias palavras. Tornei-me consciente da minha autocritica e tentei parar. Balbuciava afirmações sem saber exactamente o que queriam dizer. (...) Compreendi que tinha o poder de mudar a minha vida desde que estivesse preparada para mudar o meu pensamento e libertar-me dos padrões que me mantinham presa ao passado. (...) Esteja onde estiver na sua vida, seja o que for que tenha criado, aconteça o que acontecer, saiba que está sempre a fazer o melhor possível com a compreensão, a consciência e o conhecimento que tem.» (p.24-29)

d) Reprogramar a mente: tal como existem leis da física, existem leis da espiritualidade, designadamente a lei da causa e do efeito - aquilo que damos volta sempre a nós. A mente também tem a sua lei. Quando temos um pensamento, ou proferimos uma palavra ou uma frase, isso reflecte-se de volta em termos duma experiência. A palavra falada tem um poder enorme e a maior parte das pessoas não faz sequer ideia da sua importância (utiliza constantemente linguagem negativa). As palavras são os alicerces de tudo o que continuamente criamos nas nossas vidas. As palavras e as frases que proferimos são meras extensões do nosso pensamento. Após compreendermos o poder dos pensamentos e das palavras, se quisermos obter resultados positivos precisamos de introduzir padrões positivos ao nível do pensamento e da linguagem. O diálogo interior deve mudar para afirmações positivas, ou seja, uma escolha consciente de frases ou de palavras que, de um modo positivo, nos ajudem a eliminar um aspecto negativo, ou que contribuam para criar algo novo. Por exemplo, numa situação de doença, em vez de dizer “Não quero estar mais doente” devemos dizer “Sinto-me otimamente. Irradio saúde.”

No processo de reprogramação da mente, os avanços e recuos são absolutamente naturais e normais. A reprogramação é um treino. A mente subconsciente funciona como um computador, afirma Louise Hay. Se introduzirmos pensamentos negativos, o resultado é uma experiência negativa. E é preciso tempo para praticar e aprender a trabalhar com o sistema. Com o tempo aprende-se a fluir. O mesmo se passa com o sistema da vida. Devemos ser pacientes e afirmar “Está certo, vamos lá tentar mais uma vez a nova maneira.”. Às vezes resolvemos uma determinada situação e julgamos que não vamos voltar a lidar com ela. Só podemos ter a certeza que a resolvemos se nos submetermos a um teste. Perante a situação, observamos a nossa reação. Se regressamos à nossa maneira antiga de reagir, ficamos a saber que na verdade ainda não aprendemos bem a lição, e é preciso praticar mais. Em cada altura estamos a trabalhar em estratos diferentes, o mesmo tema pode surgir, mas em maior profundidade.

d) Considere a dúvida um aviso amigável: todas as mensagens que recebemos, tudo o que fizemos, todas as experiências, tudo o que dissemos, desde que eramos crianças, acumulou-se ao nível do plexo solar (local onde a mente subconsciente reside, onde se carregam os sentimentos viscerais). Guardamos aí dossiers bem grossos com a etiqueta “Eu não sou suficientemente bom. Eu não vou conseguir. Eu nunca acerto.”. Ficamos soterrados sob o seu peso. De repente começamos com afirmações como “Sou maravilhosa e amo a mim própria.”. Os pequenos mensageiros que arquivam os dossiers ao recebê-las interrogam-se para onde levar aquela mensagem. Por isso chamam a Dúvida. A Dúvida pega na mensagem e pergunta à mente consciente “O que é isto? Não é isto que costumas dizer.” Podemos reagir de duas formas. Dizemos à Dúvida tens razão, sou péssima e voltamos aos velhos hábitos. Ou esclarecemos a Dúvida “Essa era a mensagem antiga. Já não preciso dela. Esta é a nova mensagem.” E abrimos um novo dossier onde a partir desse momento vão entrar montes de mensagens de amor. Aprenda a tratar a Dúvida como uma aliada e não como uma inimiga. Se ela aparece é sinal que está no caminho da mudança. Agradeça-lhe o estar a questioná-lo.

 

Louise Hay refere-se ao processo de fazer afirmações como Pedidos na Cozinha Cósmica. «Faça as afirmações no presente e tenha fé que o resultado irá acontecer. Fazer afirmações é semelhante a fazer pedidos na cozinha cósmica. (...) Quando vamos a um restaurante, o empregado ou a empregada vêm e recebem o nosso pedido. A seguir não arrancamos atrás deles para a cozinha para ver se o cozinheiro recebe o pedido e controlar como é que o pedido está a andar. Ficamos sentados à mesa, a beber calmamente uma água, um chá ou um aperitivo; se calhar comemos um pãozinho com manteiga. Partimos do principio que a comida está a ser preparada e que irá sair assim que esteja pronta. O mesmo se passa quando começamos com as afirmações.» (p. 44/45). Há uma entrega. O poder superior trata do quando e do como. Nós tratamos de o quê e porquê.

 

Exemplos de algumas afirmações que ajudam a uma nova consciência:

 

 

II - Quebrar as barreiras

 Somos muito mais do que o nosso corpo e a nossa personalidade. O espirito interior é sempre maravilhoso e cheio de amor, por mais do que a nossa aparência exterior mude.

 

Após compreendermos um pouco melhor o poder dentro de nós, precisamos de reparar no que nos impede de o utilizar. Todos nós temos barreiras, de uma maneira ou de outra. Mesmo quando trabalhamos afincadamente na limpeza dos bloqueios, as velhas barreiras não deixam de vir à superfície em novas camadas. Não há ninguém que não encare desafios na vida. Não fazermos ideia daquilo que queremos ultrapassar, do que nos prende aos mesmos hábitos, é na realidade um dos maiores problemas, por isso a importância de compreender os bloqueios que nos prendem. Uma tragédia pode transformar-se no nosso bem se a soubermos encarar na perspetiva do nosso crescimento.

 

Louise Hay categoriza os padrões, problemas e questões que bloqueiam em Quatro Grandes Categorias: critica, medo, culpa, ressentimento. O problema pode estar centrado numa categoria, ou ser uma combinação de duas ou mais.

 

Se as nossas experiências refletem sempre as nossas convicções interiores, é perfeitamente possível olhar para as nossas experiências e determinar quais as nossas convicções. Talvez seja perturbante fazê-lo, mas, se olharmos para as pessoas que nos rodeiam, todas elas de algum modo espelham alguma crença a nosso respeito. Tudo na nossa vida espelha o que somos. Quando acontece qualquer coisa desagradável estamos perante uma oportunidade de olhar para dentro e perguntar: “Qual é o meu contributo para esta experiência? Que parte de mim acredita que mereço isto?”

 

«Todos nós temos os nossos padrões de família, e como tal é fácil deitar as culpas para cima dos nossos pais, para a nossa infância, para o ambiente, mas todo esse processo é paralisante. Assim não nos libertamos. Continuamos a ser vítimas e eternizamos os mesmos problemas. (...) Conforme vamos crescendo, apanhamos todas essas falsas ideias e perdemos o contato com a nossa sabedoria interior. Por isso precisamos de libertar-nos dessas ideias e regressar à pureza de espirito na qual podemos amar a nós próprios de verdade. Queremos restabelecer essa maravilhosa inocência da vida e a alegria em cada momento da existência(...)» (p.57/58) 

 

Na verdade tudo o que nos fizeram no passado e tudo o que nos ensinaram não tem importância. Hoje é um novo dia. Agora somos nós quem está no comando. Agora é o momento no qual criamos o nosso futuro e o do nosso mundo. Louise Hay recomenda: «Pense naquilo que deseja que se transforme em realidade para si. Faça essa afirmação pela positiva. Não utilize a negativa. Depois de afinar as afirmações, faça-as em frente ao espelho. Repita. Repare nos obstáculos que se levantam. Quando começa com uma afirmação como “Eu amo a mim mesmo e aceito-me” preste atenção às mensagens negativas que surgem. O seu reconhecimento é precioso e representa a chave que irá destrancar a porta para a liberdade. Normalmente as mensagens são uma das quatro mencionadas atrás - crítica, medo, culpa e ressentimento. É certo que essas mensagens foram-nos passadas algures no passado. (...) Vamos certamente encontrar uma forte resistência quando olharmos para o espelho e fizermos as nossas afirmações. A resistência é o primeiro passo para a mudança.» (p.58)

 

Quebrar as barreiras implica:

a) Acabar com todo o criticismo: o criticismo envolve a repetição de uma crítica a nós próprios que, usualmente, é sempre a mesma. Contudo, a crítica não resolve nada. O caminho é a aceitação de nós mesmos tal e qual como somos agora. As pessoas muito críticas normalmente atraem a crítica sobre si, porque esse é o seu padrão. Se nos queixamos de alguém, na verdade, estamos a queixar-nos de nós próprios. Mas afinal, temos de ser perfeitos para quem? Que exigências e que expetativas estamos a tentar satisfazer? Vamos apenas ser.

b) Libertar sentimentos de culpa: a culpa faz-nos sentir inferiores. As pessoas transmitem-nos frequentemente mensagens negativas porque essa é a maneira mais fácil de sermos manipulados. Se alguém o está a fazer sentir-se culpado, coloque a questão a si próprio “O que é que querem? Qual a razão?”. Aqueles que se sentem culpados podem agora aprender a dizer não e chamar a atenção dos outros para os seus disparates. Se há qualquer coisa que ainda faz que lhe provoca sentimentos de arrependimento, deixe de o fazer. Se no passado fez qualquer coisa pela qual ainda se sente culpado, perdoe-se a si próprio. Sempre que a culpabilidade ressurja, faça a pergunta “No que é que eu acredito a meu respeito? Quem é que eu quero agradar?”. Repare nas convicções da infância que vêm à superfície. A verdade é que a culpa não existe. Ninguém errou. Uma pessoa faz o melhor que sabe, com a compreensão e a consciência que tem.

c) Libertar a raiva de um modo positivo: mais cedo ou mais tarde, todos temos de enfrentar a raiva. A raiva é um sentimento honesto. Se não a deitarmos cá para fora, ela vai começar a remoer cá dentro e, normalmente, acaba por se transformar numa doença ou num outro tipo qualquer de disfunção. A raiva acumulada provoca ressentimento, azedume ou depressão. Por isso é positivo lidarmos com a raiva quando ela surge.

d) Aprender a confiar e a largar o medo: medo é a falta de confiança em nós. Essa falta de confiança significa também falta de confiança na própria vida. Não acreditamos que a um nível superior algo toma conta de nós. Por esse motivo sentimos que temos de controlar tudo a nível físico. Necessitamos de dar um salto de fé - confiar no Poder interior que está conectado com a Inteligência Universal e confiar naquilo que é invisível. Quando o medo se revela na forma de um pensamento, na realidade é uma tentativa de nos protegermos. Louise Hay sugere lidar com esse tipo de pensamentos coma seguinte afirmação “Sei que me queres proteger. Percebo que me queres ajudar. Obrigado.” Observe os seus medos e reconheça que você não é isso. Encare o medo como imagens de um filme no ecrã. O medo é uma limitação da nossa mente. Quando se sentir ameaçado e com medo, respire fundo e diga “Eu sou um com o Poder que me criou. Estou seguro. No mundo tudo está certo.”.

e) Limpar os nossos vícios: uma das formas primárias de encobrirmos os nossos medos são os vicios. Os vícios suprimem as emoções, deixamos de as sentir, e consistem em padrões a que recorremos para evitar viver a nossa vida no presente. Se não quisermos lidar com a situação que se nos apresenta, se não quisermos estar onde estamos, arranjamos um padrão que nos isola dessa realidade. Pode ser abuso de substâncias, gula compulsiva, tendência para relações abusivas, acumular dividas financeiras, doenças físicas. Segundo Louise Hay, a gula é um sinónimo de necessidade de proteção. Se a pessoa se sente insegura ou assustada, trata logo de se almofadar com uma camada espessa de segurança.

 

Muitas são as pessoas que aprendem no seio familiar a evitar conflitos e, consequentemente, aprendem a negar os seus sentimentos. «A maior parte das vezes não acreditamos que haja alguém capaz de compreender as nossas necessidades e, nessa lógica, nem sequer pedimos ajuda. Estamos convencidos que temos de ser suficientemente fortes e que temos de resolver as questões sozinhos. O problema nisso é que acabamos por perder de vista os nossos sentimentos. Os sentimentos são a nossa melhor ligação connosco próprios, com os outros e com o mundo e são um indicador preciso daquilo que funciona e do que não funciona  nas nossas vidas. Calar os sentimentos conduz apenas a problemas mais complexos e a doenças físicas. Aquilo que se pode sentir, pode ser curado.(...) Confiando no processo da vida e na nossa ligação espiritual com o Universo, podemos eliminar a nossa raiva e os nossos medos logo que eles apareçam. Podemos confiar na vida e saber que tudo se está a passar dentro de uma ordem divina e na sequência perfeita do espaço-tempo.»(p.78/79) O controlo que nos é requerido é de nós próprios. Para isso precisamos de nos conhecer. “Quem és tu? O que é que queres? O que te faz feliz? O que é que eu posso fazer para que fiques feliz?”. E precisamos de aprender a ir para além da dor.

 

A dor chega-nos nas mais variadas formas. É uma mensagem de último recurso do corpo, para nos avisar que existe um problema qualquer na nossa vida. Desta forma, a dor é um sinal que necessitamos de fazer mudanças em nós. Pergunte à sua sabedoria interior “O que é que eu estou a fazer que contribui para este problema? O que é que eu preciso de saber? Que coisas na minha vida têm de ser mudadas?”.

 

A dor por vezes aparece associada a acontecimentos do passado. Para libertar a dor precisamos de libertar o passado. Para libertarmos o passado, temos de estar dispostos a perdoar, mesmo que não saibamos como fazê-lo. O perdão é a chave da libertação. Perdoar significa desistir dos sentimentos que nos magoam e permitir que tudo isso se desvaneça. “Eu quero libertar-me do passado. Eu estou disposto a perdoar todos os que possam ter-me prejudicado e eu perdoo a mim mesmo por ter feito mal aos outros”.

 

«Pare um instante e feche os olhos. Imagine um lindo riacho à sua frente. Agarre a experiência dolorosa, a ferida, a incapacidade de perdoar, e ponha todo o incidente na corrente. Imagine que tudo começa a dissolver-se e a ir rio abaixo, até que se dissipa e desaparece por inteiro. Faça-o frequentemente. (...) Sonde o seu interior e ligue-se com aquela parte de si que sabe curar. Esteja disponível para subir a novos níveis, para encontrar capacidades dentro de si de que não tinha consciência, não só para sarar uma do-ença, mas para se tratar a todos os níveis possíveis, para se tornar íntegro, na acepção mais profunda da palavra. Disponha-se a aceitar cada parte de si e toda e qualquer experiência que alguma vez tenha tido, sabendo que tudo faz parte da trama da sua vida enquanto por cá andar. (...) Se conseguíssemos apenas compreender que aquilo a que nós chamamos os nossos problemas são apenas oportunidades para crescer e para mudar e que na sua grande maioria são resultantes das vibrações que nós emitimos. Tudo o que devemos fazer é alterar o nosso modo de pensar, estar disposto a eliminar o ressentimento e estar preparado para perdoar.» (p.87/88)

 

 

 

III - Amar a si mesmo

 Quando perdoamos e nos libertamos, não é só um peso enorme que sai das nossas costas, é também uma porta que se abre para nos amarmos a nós próprios.

 

Muita gente sofre, num nível ou noutro, de uma grande falta de auto-estima. É muito difícil amarmos a nós próprios porque temos aquilo que chamamos de defeitos em nós e que tornam impossível, na nossa opinião, amar-nos tal e qual como somos. Para nos amarmos pomos condições e, por isso, quando nos envolvemos numa relação, condicionamos também o nosso amor por essa pessoa. Já todos ouvimos dizer que realmente não podemos amar ninguém enquanto não nos amarmos a nós mesmos.

 

Louise Hay propõe 10 Maneiras de Amar a Si Mesmo:

  1. Pare de se criticar. Se afirmarmos que estamos bem, sejam quais forem as condições, podemos introduzir facilmente a mudança. Todos mudamos, todos sem exceção. O nosso poder está na capacidade de nos adaptarmos e de fluirmos com o processo da vida. É importante consolidar a nossa auto-estima e a fé em nós mesmos. Quando somos críticos connosco mesmos apagamos a nossa criatividade e individualidade - o que nos distingue dos demais. A insegurança faz parte da natureza humana e não há ninguém perfeito. Tentar alcançar a perfeição só origina mais pressão e atrasa-nos na descoberta das áreas-chave que precisam de ser curadas.
  2. Deixe de se assustar a si mesmo. Viver sempre à espera que aconteça o pior é terrível. Parece que gostamos de apavorar-nos com os pensamentos mais terríveis e fazer com que as coisas pareçam ainda piores do que são. Se der por si a magicar sempre na mesma coisa, na mesma situação negativa, concentre-se numa imagem ou em algo que goste para substituir esse pensamento.
  3. Seja gentil, bondoso e paciente consigo próprio. A maioria de nós está viciado na compensação imediata e, por esse motivo, quer tudo na hora, sem ter de esperar por nada. A paciência é um instrumento muito poderoso. As respostas só surgem depois de aprendermos as lições e darmos os passos necessários. Quando estamos a aprender, não faz mal nenhum cometer erros.
  4. Aprenda a ser gentil com a sua mente. Os pensamentos podem ser olhados de um modo construtivo e não destrutivo. As experiências negativas servem a aprendizagem. Se formos gentis com os pensamentos negativos conseguimos deter a culpa, a recriminação, a punição e a dor. O relaxamento, a meditação e afirmações como “Amo-te. Está tudo bem.” ajudam a aliviar a tensão e o medo.
  5. Louve-se a si mesmo. A crítica quebra o espírito interior. O louvor ajuda a consolidá-lo. Elogie-se e felicite-se pelas suas qualidades com frequência.
  6. Amarmo-nos a nós próprios significa apoiarmos a nós mesmos. Peça ajuda e deixe os seus amigos ajudarem-no. Pedir ajuda quando precisamos dela é uma manifestação de força
  7. Ame as suas características negativas. Todas elas são a sua criação, tal como cada um de nós faz parte da criação de Deus. A inteligência divina que nos criou sabe que estamos a fazer o melhor que podemos e ama em absoluto a sua criação. Também nós podemos amar da mesma forma as nossas criações. Sejam quais forem os padrões negativos, podemos aprender a preencher essa necessidade de um modo bastante mais positivo. Por isso é importante colocarmos a questão “O que é que eu ganho com esta experiência?”
  8. Cuide do seu corpo. Olhe para ele como a casa linda onde habita. Por isso tenha cuidado com o que introduz no seu corpo. Encontre um exercício físico de que goste, que lhe dê prazer, e crie uma atitude mental positiva sobre a sua prática regular. A combinação de afirmações com o exercício é um método excelente de reprogramar os velhos conceitos negativos que temos sobre o nosso corpo e a nossa forma.
  9. Realize trabalho em frente ao espelho. Este tipo de trabalho é uma oportunidade para encontrar a razão de ser de qualquer questão que nos impede de amar a nós mesmos. Podemos praticar o trabalho em frente ao espelho de muitas maneiras. Uma forma é, logo pela manhã, olhar para o espelho e dizer “Gosto de ti. O que é que eu posso fazer hoje por ti? Como é que eu posso fazer-te feliz?”. Ouça a sua voz interior e comece a seguir os seus conselhos. Se durante o dia acontecer uma coisa desagradável, vá ao espelho e diga “Gosto de ti à mesma”. As coisas vêm e vão, mas o amor dentro de nós é constante e é a qualidade mais importante na nossa vida. Se acontecer uma coisa boa, dirija-se ao espelho e agradeça. Reconheça em si a capacidade de criar experiências maravilhosas. Em frente ao espelho também pode perdoar a si e aos outros. Experimente falar com os outros, especialmente quando tiver medo de falar pessoalmente com alguém ou quando estiver magoado. As pessoas que sentem dificuldade de gostar de si mesmas normalmente têm dificuldade em perdoar. Quando perdoamos não tiramos apenas um peso de cima dos nossos ombros, mas também abrimos uma porta de amor por nós próprios. As afirmações feitas em frente ao espelho são vantajosas no sentido em que aprendemos a verdade da nossa existência. Quando fazemos uma afirmação e temos logo uma resposta negativa na ponta da língua, do género “Mas quem é que tu queres enganar?”, na verdade acabamos de receber uma dádiva, é-nos revelada a chave para a liberdade. Converta essa resposta negativa numa afirmação positiva, por exemplo “Mereço tudo o que é bom. Eu permito que as boas experiências preencham a minha vida.” Repita essa afirmação até ela formar uma nova parte da sua vida.
  10. Ame-se a si próprio já. Não espere até que esteja tudo bem consigo. A insatisfação connosco é um velho padrão que temos de quebrar. Se conseguir estar satisfeito, se puder sentir o amor e a aprovação, então poderá desfrutar verdadeiramente o momento em que o bem entrar na sua vida. Gastamos tanta energia a tentar fazer os outros mudar. Se utilizássemos metade dessa energia em nós, ficávamos diferentes de certeza e, se ficássemos diferentes, a interacção dos outros connosco seria também diferente.

 

Não podemos adquirir a experiência de vida pelos outros. Cada um de nós tem de aprender as suas lições particulares. Tudo o que podemos fazer é aprender por nós próprios e o amor por nós é o primeiro passo. Louise Hay defende que o amor incondicional é a razão pela qual todos viemos ao mundo. Para o atingirmos temos de começar pela aceitação de quem somos e a aprender a amar-nos.

 

Uma das questões centrais do amor próprio é a cura da criança esquecida dentro de nós. Não importa a nossa idade, a criança está cá dentro e precisa de amor e compreensão. Essa criança está e sempre esteve lá - na nossa consciência e na nossa memória. «Quando éramos pequenos, quando se passava qualquer coisa errada, tínhamos tendência para acreditar que o erro estava em nós. As crianças desenvolvem a ideia que se fizerem tudo bem, os pais, ou seus substitutos, vão amá-los sempre.»(p.109) Por isso, sempre que há uma chamada de atenção ou é recusada uma vontade, a criança fica a pensar “Não sou bom, tenho um defeito qualquer”. À medida que crescemos, acabamos por rejeitar partes de nós próprios.  O amor próprio implica tornar-se inteiro, aceitar todas as partes de nós e amá-las de forma igual.

 

Para além da criança, Louise Hay defende que também temos um pai dentro de nós e, a maior parte do tempo, esse pai ralha com o filho. Se ouvirmos esse diálogo interno, vamos ouvir os raspanetes em que o pai diz ao filho o que ele fez de errado ou que ele não presta para nada. Daí resulta que começamos uma guerra connosco próprios e acabamos a fazer as mesmas críticas que os nossos pais nos fizeram. Quando nos tornamos adultos, a maioria ignora a criança dentro de si e/ou critica-a da mesma maneira como era criticado. Na nossa mente, continuamos a repetir o padrão.

 

John Bradshaw diz que cada um de nós, quando atinge a fase adulta, tem pelo menos 25.000 horas da cassete dos pais dentro de nós. Nessas cassetes, quantas horas teremos em que nos estejam a dizer que somos fantásticos? Quanto tempo terá sido dedicado a dizer que nos amavam, que éramos brilhantes, inteligentes? Ou que podíamos fazer tudo o que quiséssemos, que íamos ser uma pessoa extraordinária? Na verdade, quantas horas nessas cassetes serão apenas “Não, não, não” nas suas variadíssimas formas? Não admira que também digamos "não" a nós mesmos ou "devias" o tempo inteiro. Estamos a repetir essas velhas cassetes. Contudo, são apenas cassetes e não a realidade do nosso ser. Podemos apagá-las e gravar uma coisa melhor por cima. Enquanto adultos precisamos de estabelecer uma relação com a criança interior e um diálogo. Cada vez que dizemos que temos medo, é a criança em nós que tem medo. Devemos dizer-lhe que aconteça o que acontecer, não lhe vamos virar costas e estaremos sempre presente para amá-la.

 

Louise Hay afirma que trabalhar com a criança dentro de nós é uma forma excelente de curar as feridas do passado. Precisamos de restabelecer a ligação com a criança perdida dentro de nós e ultrapassar as limitações dos nossos pais, ou seja, oferecer-lhe na relação que estabelecemos tudo o que lhe faltou receber para sentir amor incondicional e segurança. Devemos dizer “Eu preocupo-me. Adoro-te. Adoro-te mesmo muito”. Perguntar o que podemos fazer para a tornar feliz. Indagar sobre os seus medos. Inquirir como a poderemos ajudar, sobre o que ela deseja de nós. Devemos começar com perguntas simples como “O que posso fazer para que fiques feliz? O que gostavas de fazer hoje?” e ouvir as respostas que surgem.

 

 

IV - Levar à prática a sabedoria interior

 Todas as teorias do mundo não têm qualquer valor a não ser que resultem em acção, mudança positiva e, finalmente, cura.

 

O poder dentro de nós está preparado para nos conceder instantaneamente os nossos sonhos mais acarinhados e a abundância. O problema é que muitas vezes não estamos abertos para receber. Quando usamos a palavra prosperidade, as pessoas normalmente pensam logo em dinheiro. Contudo há muitos outros conceitos incluídos no significado de prosperidade, como por exemplo: tempo, amor, sucesso, conforto, beleza, conhecimento, relações, saúde e, o mais óbvio, dinheiro. Cada um de nós está totalmente ligado ao Universo e à vida. O Poder está dentro de nós para expandir os horizontes da nossa consciência.


«Se está sempre sob pressão e não tem tempo para fazer tudo o que quer, o seu problema é falta de tempo. Se sente que o sucesso não está ao seu alcance, então não consegue ter sucesso nenhum. Se sente que a vida é um fardo e um peso insuportável, então também nunca há de saber o que é o conforto. Se considera que é um ignorante é que não tem maneira de perceber as coisas, então não vai estabelecer a ligação com a sabedoria do Universo. Se sente uma falta de amor em si e as suas relações são pobres, então será sempre difícil atrair o amor à sua vida. (...) Nada do que digo atrás tem a ver com receber. As pessoas pensam sempre: “Aí, eu quero ter isto e aquilo e mais isto”. Esquecem-se que a abundância e a prosperidade são um processo em que nos permitimos aceitar. Quando não estamos a receber aquilo que queremos, existe um nível qualquer dentro de nós que não está a permitir que recebamos. Se formos avarentos com a vida, a vida também será avarenta connosco. Se roubarmos a vida, a vida também nos roubará.» (p.132)

 

Louise Hay refere que a nossa mente de estar conectada à totalidade das possibilidades, que descreve como o ponto de partida para a mente ultrapassar aquilo que consideramos possível, muito além das convicções limitadas em que crescemos. A maior parte de nós cria as ideias em que acredita sobre a vida por volta dos cinco anos. Por esse motivo, geralmente vivemos subjugados as limitações da consciência de uma criança de cinco anos. Alguns dos nossos conceitos podem ser positivos e dar bons resultados. Esses pensamentos são úteis ao longo da vida como “Legumes e fruta fresca fazem bem à saúde”. Há outros conceitos que podem ser úteis enquanto somos novos, mas mais tarde tornam-se inadequados “Não confies em quem não conheces”. Na fase adulta este conceito provoca isolamento e solidão. Nunca é tarde para introduzir correcções. As nossas crenças limitativas impedem-nós de expressar e experimentar a totalidade das possibilidades.

 

Entre nós também há aqueles que pensam que já sabem tudo. O problema aí é que não se cresce e não nos abrimos a nada de novo. «Se está consciente da existência de um poder muito superior ao universo, cuja sabedoria é infinita e do qual todos fazemos parte, então você pode avançar para o espaço onde a totalidade das possibilidades pode funcionar. (...) Está preparado para ir para além dos seus conceitos atuais?» (p.156)

 

Todos os nossos receios e todos os nossos julgamentos são limitações. A culpa e a ausência de perdão também. É essencial deixar para trás o nosso pensamento limitado e os preconceitos e despertar a nossa consciência para uma perspectiva cósmica da vida. Cada vez que usamos a consciência de um modo positivo, estamos a estabelecer uma ligação com outras pessoas que procuram fazer o mesmo. Sempre que a usamos de um modo negativo, a correspondência negativa também se estabelece. A meta é expandirmos o nosso pensamento e ir para além do que já era para o que pode vir a ser. Quando acreditamos que tudo é possível, estamos abertos a respostas em todas as áreas de vida.

 

Euvivonatotalidade (1).jpg

  

 

V - Libertar o passado

Ou destruímos o planeta ou o curamos. Irradie todos os dias energia de amor e de cura para o planeta. Aquilo que fazemos com as nossas mentes faz a diferença.

 

Para que se opere qualquer mudança ela terá de partir de nós. A mudança significa que nos libertarmos dos sentimentos de isolamento, separação, solidão, raiva, medo e dor. Criamos uma vida plena, com uma paz magnífica, na qual podemos descansar e desfrutar a vida tal como ela nos é apresentada - e sabemos que tudo vai bater certo. Dessa forma, pouco importa a direcção que a vida toma porque sabemos que será sempre maravilhoso. Podemos desfrutar qualquer género de situação e de circunstâncias.

 

Às vezes a nossa situação pode piorar ainda mais, antes de começarem as melhoras, mas está tudo bem porque isso é o princípio do processo. O velho emaranhado começa a desfazer-se, por isso devemos fluir com a situação, não entrar em pânico e não pensar que connosco nada funciona. Devemos sim continuar a fazer as afirmações e a plantar as novas convicções. Desde o momento em que decidimos fazer a mudança até obter a prova, existe um período transitório. Vacila-se entre o novo e o velho. Andamos de trás para a frente e de frente para trás entre o que era e o que gostariamos que fosse ou o que gostariamos de ter. É um processo normal e natural. À medida que atravessamos o período de transição, diz Louise Hay, devemos lembrar-nos sempre de nos louvar por cada pequeno passo em frente. Não nos devemos castigar por um retrocesso, senão a mudança torna-se opressiva. Devemos usar todos os instrumentos que tivermos à mão para passar do velho sistema para o novo, e certificarmo-nos que a criança interior sente-se segura.

 

«Como com tudo o mais, em primeiro lugar temos de nos consciencializar antes de poder produzir a mudança. O mesmo modo como fazemos mentalmente a limpeza da casa para podermos mudar, temos de fazer o mesmo em relação à Mãe Terra. (...) Uma das coisas que eu gostava mesmo de ver acontecer neste planeta, e quero ajudar nesse sentido, é que o mundo se tornasse um local onde fosse seguro amarmos uns aos outros. Quando éramos pequenos, queríamos que nos amassem pelo que éramos, mesmo que fossemos demasiado magros ou gordos, feios ou tímidos. Viemos ao mundo para aprender o amor incondicional - em primeiro lugar por nós próprios, e depois para o podermos também transmitir aos outros. Temos de nos livrar da ideia do eles e nós. Isso não existe; o que existe é apenas nós. Não há grupos que sejam dispensáveis, ou que sejam menos que os outros.» (p. 172/175)

 

Avidamaravilhosa

 

No seguinte PDF partilho algumas meditações de Louise Hay que se encontram no anexo de O poder está dentro de si:

O poder está dentro de si - Meditações.pdf

 

 Nível de leitura:   (fácil)

 

Aspetos positivos a destacar: a escrita de Louise Hay é de fácil compreensão. Como o texto está intercalado com relatos de histórias de vida, a obra O poder está dentro de si revela-se uma leitura leve. O que eu mais aprecio nesta autora é a simplicidade com que encara e descreve o processo de viver a vida. A jovialidade da sua perspetiva, bem como o positivismo e o humor das suas palavras, fazem-nos perceber que se calhar a vida é fácil, se estivermos dispostos a encará-la dessa forma.

 

Aspetos menos favoráveis: o único aspecto desfavorável que tenho a apontar é a repetição de ideias ao longo da obra. Os capítulos apresentam, por vezes, certas descontinuidades no discurso, e repetem o que  a autora já tinha exposto anteriormente, noutro ou no mesmo capítulo.